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Antes de tudo desabar

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Mari Armani, psicóloga clínica, especialista em psicanálise. @mariarmani.psi 
Mari Armani, psicóloga clínica, especialista em psicanálise. @mariarmani.psi 

Muitos homens procuram ajuda psicológica apenas quando enfrentam uma separação, uma crise de ansiedade, o adoecimento ou o esgotamento. Raramente o sofrimento surge de forma repentina. Na perspectiva psicanalítica, ele costuma ser construído ao longo da vida.

Desde cedo, muitos aprendem que demonstrar vulnerabilidade é sinal de fraqueza. Expressões como “homem não chora” ou “aguente firme” são internalizadas e transformadas em uma exigência constante de controlar tudo, não falhar e resolver os problemas sozinho.

O que não encontra espaço para ser vivido ou falado, porém, não desaparece. Pode se manifestar como irritabilidade, insônia, excesso de trabalho, uso abusivo de álcool, ansiedade, vazio ou perda do prazer de viver. Para a psicanálise, esses sintomas expressam conflitos que permaneceram sem palavras.

A psicoterapia não é apenas um recurso para momentos de crise. É um espaço para compreender a própria história, reconhecer padrões inconscientes e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com os conflitos.

Cuidar da saúde emocional antes que tudo desabe não é sinal de fraqueza, mas de responsabilidade consigo mesmo. Afinal, reconhecer os próprios limites também é uma forma de força.

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