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Polícia Civil prende motorista por duplo homicídio com dolo eventual

Carro que ele dirigia colidiu com moto e provocou a morte de um casal

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Mandado de prisão foi cumprido contra o investigado na noite de sexta-feira
Mandado de prisão foi cumprido contra o investigado na noite de sexta-feira

A Polícia Civil, através da Central de Polícia Judiciária, cumpriu, na noite de sexta-feira (30), em Barretos, um mandado de prisão preventiva contra um motorista de 55 anos. 

 

Ele é investigado por duplo homicídio com dolo eventual, em acidente ocorrido na noite de 13 de setembro deste ano, na alça de acesso da vicinal Luís Carlos Arutin com a Rodovia Brigadeiro Faria Lima, em Barretos, que causou a morte de um casal.

 

O trabalho de investigação, coordenado pelo delegado Gustavo Lopes Coelho, apontou que o autor dirigia um veículo Audi A4 quando colidiu contra a traseira de uma moto Honda 160 Titan, conduzida por um jovem de 21 anos, morador em Barretos, que tinha como passageira a namorada, de 17 anos, residente em Colina.

 

Uma mulher teria se apresentado como condutora do carro, alegando que a moto estava trafegando com os faróis apagados. 

 

Porém, depois, ao perceber a gravidade do estado das vítimas, acabou confessando que estava mentindo para proteger o verdadeiro condutor.

 

O casal chegou a ser socorrido, ambos em estado grave, até a Santa Casa. Porém, a morte do rapaz ocorreu no dia 24 de setembro, e a garota veio a óbito no dia 18 de outubro.

 

O autor, posteriormente, se apresentou na delegacia, alegando que a moto estava sem iluminação traseira e que teria sofrido um mal súbito no momento da colisão.

 

Porém, essas versões foram afastadas com o aprofundamento das investigações.

 

Os elementos reunidos durante o inquérito demonstraram que a motocicleta possuía iluminação traseira em funcionamento. 

 

O laudo pericial constatou a ausência de marcas de frenagem na pista, indicando, em tese, a inexistência de manobra para evitar a colisão.

 

Também foi apurado que o veículo arrastou a motocicleta por aproximadamente 60 metros. 

 

Imagens de câmeras de segurança ainda evidenciaram indícios de velocidade incompatível com o trecho, circunstância que segue sendo analisada por meio de exame pericial complementar.

 

Com base nos laudos periciais, imagens, depoimentos e demais elementos de prova, a investigação concluiu pela existência de indícios de homicídio doloso na modalidade de dolo eventual, hipótese em que o agente, embora não deseje diretamente o resultado, assume o risco de produzi-lo.

 

Segundo a apuração, o conjunto probatório indica que o investigado teria conduzido o veículo em condições incompatíveis com a necessária segurança viária, sem qualquer reação eficaz para evitar o choque que culminou na morte dos dois jovens.

 

Ao decretar a prisão preventiva, a Justiça destacou a gravidade concreta dos fatos, o risco de reiteração delitiva e a necessidade de preservação da instrução criminal.

 

“Todos os elementos levaram a concluir pela existência do dolo eventual, aquele que, embora o agente não queira o resultado, ele acaba assumindo o risco de produzir esse resultado. Diante disso, embasado por essa tentativa de ludibriar as investigações, quando uma terceira pessoa se apresentou falsamente como condutora do veículo, nós representamos pela prisão preventiva do investigado condutor do veículo na época, a qual foi decretada pela Justiça, sendo que, na data de ontem (sexta-feira), ele foi localizado aqui em Barretos (Distrito Industrial II) e dado cumprimento a esse mandado de prisão. Esse mandado de prisão preventiva visando justamente a instrução penal. Ele está sendo investigado como homicídio doloso na modalidade dolo eventual. E uma vez acatada pela Justiça essa tese, ele poderá ser submetido ao julgamento pelo Tribunal do Júri. Na pena do homicídio doloso, serão averiguadas eventuais qualificadoras e há de ressaltar que são duas vítimas fatais. Em caso de condenação, possui uma pena acima de 20 anos de reclusão”, confirmou o delegado Gustavo Lopes Coelho. 

 

                                                              Delegado Gustavo Lopes Coelho coordenou a investigação 

                                                             

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