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"Calmantes na terceira idade: benefícios, riscos e cuidados"

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Marina Garcia Rodrigues Araújo, estudante do 12º período, orientada pela profª Laura de Oliveira Rezende
Marina Garcia Rodrigues Araújo, estudante do 12º período, orientada pela profª Laura de Oliveira Rezende

Os benzodiazepínicos são medicamentos de uso controlado que atuam como depressores do Sistema Nervoso Central, causando sintomas como redução da ansiedade e indução de sono. Por esse motivo, são conhecidos popularmente como “calmantes”. Dentre eles, estão nomes famosos, como: Clonazepam, Diazepam, Alprazolam e outros. Apesar de possuírem importância clínica, esses medicamentos apresentam um problema para a saúde de diversos pacientes, principalmente os idosos. Por serem vistos como calmantes, muitas vezes são usados de forma inadvertida, e até mesmo sem receita médica, por indicação de algum colega ou familiar. A questão é que, além do efeito “calmante”, essa classe medicamentosa pode gerar diversos efeitos colaterais, dentre os quais destacam-se sonolência diurna, diminuição da coordenação motora, alteração da memória, tontura, quedas e, consequentemente, fraturas. Além disso, o paciente corre risco de desenvolver dependência e tolerância destes medicamentos, o que significa que, com o passar do tempo, necessita de doses cada vez mais altas para atingir o efeito desejado. Em pacientes idosos, esses efeitos colaterais são ainda mais significativos, e aparecem com maior facilidade. Isso acontece porque, com a senescência, diversas alterações fisiológicas acontecem no corpo humano, inclusive a diminuição do metabolismo de certos fármacos, como os benzodiazepínicos, fazendo com que seu tempo de ação e sua concentração aumentem no organismo. O grande impasse é que, de fato, a população idosa está mais suscetível a desenvolver distúrbios relacionados ao sono e quadros depressivos e ansiosos, o que pode levar a iniciar o uso de benzodiazepínicos, gerando todos os efeitos colaterais graves citados anteriormente e colocando o idoso em risco. Por esse motivo, é de extrema importância que, antes de iniciar qualquer medicação por conta própria ou sugestão de algum conhecido, o paciente busque aconselhamento médico de qualidade, para que seja diagnosticado e tratado de maneira adequada, evitando uso de drogas inapropriadas dentro do contexto de cada um.

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